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segunda-feira, 8 de maio de 2017

O MITO DE ABEL E CAIM



                                                         O MITO DE ABEL E CAIM


    Quando os patriarcas descobriram que poderiam se unir e tornarem-se mais fortes, e assim ter poder de trabalho, formou-se a ideia de Líderança. Aqueles que traziam ideias novas para uma reorganização do grupo.
    Este ímpeto de liderança fez com que as nações crescessem e deixassem aquela vida oclusa, entre a sociedade familiar e os clãs. As organizações começaram distribuir o trabalho entre a sociedade, levando a uma comunhão de ideias e padrões, nascendo o padrão social chamado hierarquia, dando início à cultura daquela nação.
    Ao descobrir o poder e a influência que se poderia exercer com esta nova forma de pensar. Alguns se destacaram e criaram formas de se perpetuar no poder e deixar para seus descendentes o poder adquirido. Então, surgiram os clãs, os senhores feudais, os reis e imperadores, culminando na realeza sacra. O rei ou imperador é a representação viva de Deus na Terra.
    De certa forma, é a representação de um deus. O deus Behemoth e seu co-criador Leviatã.

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    Nesta história de reis e imperadores houve um avanço, onde, rapidamente foram criados cargos e hierarquias para ter a garantia do respeito de todos. Foram criados alguns cargos para os que usufruíam conjuntamente das regalias alcançadas por estes que criavam os altos cargos. Vemos que isto se tornou algo tão grandioso que hoje o poder saiu das mãos dos governantes de Estados e Nações e foram para empresas. As multinacionais que usufruem de seu poder e riqueza pelo mundo todo. Quanto mais aumentam sua riqueza, mais riqueza, influência e poder em todo mundo podem ter.
    O problema maior é que geralmente os donos deste poder são as mesmas pessoas, e que, manipulam suas marionetes, nas escalas mais baixas da hierarquia
    O conceito de hierarquia é ordenar elementos em ordem de importância. Seja em distribuição de poderes, graduação de categorias em organizações, instituições ou religiões. Isso não seria nenhuma coincidência onde a hierarquia funciona. Geralmente, tudo está ligado às empresas que fazem as pessoas trabalharem quase todo tempo de sua vida recebendo algo imaginário, que é o dinheiro, o papel moeda.
    Mas, você deve devolver de alguma forma a alguma instituição, seja outra empresa, outra organização, outra instituição, ONG ou mesmo religião ou partido político. Somos apenas a pilha que dá movimento, a eletricidade que mantém a vida das Bestas e suas hierarquias e organizações.
    A palavra hierarquia é formada de hieros (sacro); e arché (princípio, início). Ou seja, é considerado algo sagrado, divino. Copiado pelo ser humano da hierarquia de deuses e anjos, a hierarquia humana é um espelho maldito e imperfeito ante a perfeição do divino, porque esta é formada pelas cascas de maldade e egoísmo que foram criadas e ampliadas por suas respectivas organizações, enquanto que as divinas, quem sou eu para falar sobre elas. Prefiro o silêncio.

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    Poderia existir hoje uma grande nação se a humanidade continuasse com a mesma ideia da sociedade primitiva, mas deveriam partir de pensamentos positivos. Esta nação emergente cresceria a ponto de ser uma cidade-estado, poderia crescer adaptando-se ao longo dos tempos até chegar aos dias de hoje como uma aldeia global. Esta seria uma verdadeira aldeia global, e não, o que queremos que seja este mundo distorcido, onde uns esbanjam com o consumismo desenfreado e outros não têm as mínimas condições de sobrevivência digna.
    O que aconteceu no tempo primitivo para que o ser humano se tornasse o que é hoje? Qual foi o erro da história? Pela visão espiritual ou científica, o que nos levou a esta sociedade de hoje?
    Quando surgiram os líderes que se propunham orientar toda a comunidade para um bem comum, houve os que concordaram com suas atitudes. Mas também houve os descontentes. Alguns patriarcas preferiram continuar com seu próprio meio de subsistência. Não se aliando aos planos de outros. Alguns mesmo discordando das ideias dos líderes, continuaram sua evolução até um ponto que fundiram com outras tribos. Chegou-se num ponto onde não poderiam continuar uma vida fora dos padrões da tribo mais vizinha. Seus próprios familiares sentiam a necessidade de socializar-se com outras pessoas fora do bando, assim como hoje as pessoas se iludem com as maravilhas do mundo moderno. Outros mais radicais criaram um sentimento que haveria de comandar a vida do ser humano pelo resto de sua existência. Este sentimento é por nós conhecido, como vimos anteriormente, pelo nome de Inveja

sábado, 29 de abril de 2017

O IMPERIALISMO



    Criou-se a procura pelo acúmulo de riquezas. Povos que ainda não tinham se contaminado com a busca da riqueza, em contato com outros que já estavam contaminados com o pensamento devorador de Behemoth, os invejavam. Esta inveja criou desejos de posses do que não está ao alcance, mas, poderia estar se a tribo fosse fortalecida através do próprio povo, através de algum meio de intimidação. Surge então, um pensamento violento que, consequentemente, criou a guerra. 



O Homem não soube evoluir, está gastando milhares de anos procurando um meio melhor de viver e não consegue enxergar que todos somos iguais e precisamos de uma integração holística, onde voltaríamos à condição inicial, onde se iniciou o erro.
   O ser humano teria que continuar no caminho da ajuda mútua e quando encontrasse tribos superiores, aliar-se-ia a elas, porque certamente teria algo de diferente que interessaria à outra tribo.
Mas ao contrário, preferiram utilizar toda sua energia mental, todo o seu poder de criação para criar armas, gerando nas tribos mais evoluídas, o desejo de se defender e criar armas mais eficazes. O que poderia ter sido um mundo perfeito caiu nas garras do derrotismo e da violência, onde, os mais evoluídos descobriram que tinham mais potencialidade para dominar os outros. Ao invés da ajuda mútua, nasce o Imperialismo. As tribos transformam-se em cidades-estados e estas, em reinos. Um querendo devorar o outro para alimentar as duas bestas feras criadas.
 

sexta-feira, 24 de março de 2017

COMÉRCIO E SIMONIA



Alguém descobriu esta falha na engrenagem e, desde então, vem se utilizando dela para tirar proveito. Mas, por hora, deixemos esta história de lado.

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    Voltando ao mundo do Limbo, vemos pessoas diariamente lutando contra as duras cargas da sorte, acompanhando o movimento do mundo sem poder exercer vontade própria.
    No meio de toda esta ilusão, sempre existiu uma força contrária ao que se manifesta no Karma. Uma força que persiste e tenta tirar a humanidade do marasmo, de acordar do seu sono. Muitos passaram pela Terra tentando abrir a mente das pessoas para algo maior. Algo que muitos chamam de Deus, outros veem como uma expansão da consciência humana adormecida. Outros ainda, veem o ser humano como uma parte de um grande Universo, que funciona em sintonia, existindo em equilíbrio para que seu funcionamento seja correto. O fato é que, desde a mais remota história sempre houve aqueles que viram algo  mais e conseguiram passar para algumas pessoas mais próximas, antes de serem deturpadas e mutiladas pelos poderes que comandam a Terra. Poderes que não deixarão de reinar, porque estão em constante alimentação. 
    Diariamente são criados mais pratos, mais apetrechos que façam a humanidade se manter em sua condição de pilha. E esta, por sua vez, adora, idolatra, sua condição servil. 

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    Isto é muito pavoroso, porque na realidade torna-se o verdadeiro “moto perpetuo”, onde as Bestas criam os meios para se alimentar, deixando-os tão prazerosos que a humanidade prefere ser apenas uma pilha a mais do que deixar sua zona de conforto para buscar algo fora, algo que está ao alcance, e, ao mesmo tempo, tão distante.
    Quando Jesus diz, “Eu estou no Pai e o Pai está em mim”, parece algo muito próximo. Mas o mesmo Jesus diz “Meu reino não é deste mundo”. Algo distante deste reino mundano que alimenta continuamente as Bestas que saem do Abismo mental criado pela própria humanidade. Então, o reino vai ficando distante. Tão distante, que nos dias de hoje crêem em extraterrestres que eram deuses e que vieram de outro planeta não sei fazer o quê aqui. Verdade ou mentira? Só o tempo dirá.
    Ao mesmo tempo em que é um reino distante, está dentro de todos nós. Esta vontade de conhecimento acompanhada da vontade de ser feliz.
    A felicidade mundial é vista como algo impossível. Isto porque são milhares de séculos inventando uma história errada. Para que o caminho, tão distante, até hoje percorrido, nunca se aproxime e todos continuem presos às suas obrigações de pilhas.
    E a primeira coisa que a força poderosa de Behemoth criou e que o Leviatã tratou de aprimorar em sua engenhosidade, foi a socialização e a troca, que sempre existiram. A humanidade se diz solidária e preocupada como bem estar um dos outros. Mas a maioria só faz alguma coisa se estiver ganhando algo em troca. Podemos ver este comércio em tudo. Desde a criança que cessa seu choro quando a mãe lhe dá o peito, ao casal que constituiu família.
    Apesar de hoje esta família estar deixando de existir por causa de fatores criados por novas idéias e produtos que infestaram a indústria e este comércio inicial.
    A humanidade viu na troca uma forma de gerar dois tipos de pensamentos. O primeiro foi acumular riquezas e tirar proveito desta abundância. Quem tem em suas mãos a Cornucópia jamais quer compartilhar seu poder. As riquezas geralmente são acumuladas e aquele que mais tem, mais quer para si, se transformando no insaciável rei Midas, transformando tudo em ouro.
O segundo pensamento foi o poder que se pode exercer. Não só com as riquezas, mas com o ímpeto de vencer, de comandar o mundo. Foi esta ânsia devoradora que fez a humanidade criar a ideia de Comércio.
    Desde os primórdios dias, o Homem quis produzir bens. Havia no seu íntimo a vontade de ter bens, acumular riquezas e criar uma vida mais confortável. Foi justamente isto que o impulsionou a procurar formas de realizar este bem. Primeiramente a si próprio, e depois, distribuir aos demais e gerar mais riquezas.
      No início, o Homem acumulava coisas necessárias à sua sobrevivência, tais como frutas, suas caças, ferramentas e utensílios domésticos. Com o passar dos tempos, descobriu que tinha coisas que seu vizinho não tinha, e este por sua vez, tinha coisas que ele não tinha. Houve então uma troca mútua, originando o Comércio, que é a raiz de todo o desenvolvimento humano.

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Não existiriam as grandes civilizações, as invenções, e, talvez, a subida do Homem à Lua, se não houvesse o intercâmbio comercial do ser humano. Foi através do comércio que se iniciou a sociabilidade, onde as relações comerciais desenvolveram a mentalidade humana, levando-a para um novo patamar de consciência. Onde se queria muito mais, e por isso, necessitou se desenvolver. Este é o caminho da evolução, os apetrechos da grande guerra de Behemoth contra Leviatã, para fazer o Homem tomar parte da revolução cósmica.
      O comércio surgiu como um sistema equilibrado, onde haveria certa política amigável entre uma família e outra. Estas se juntaram em tribos, descobrindo que juntas podiam ter mais bens e esses poderiam ser distribuídos. Assim como o trabalho, que poderia ser distribuído entre os integrantes da tribo.
      Então, começou o declínio. Este comércio criou líderes, e com eles, a Inveja.