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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O SIMBOLO

O SIMBOLO


A humanidade desde seu início como ser pensante criou uma forma peculiar de se expressar. A razão criou o símbolo, e deste, veio a Sabedoria. No momento em que o primeiro homem teve a consciência de si mesmo e observou-se diferente dos outros animais e que podia comandá-los, surgiram os primeiros símbolos, e com a evolução, a humanidade construiu seus mitos sobre estes símbolos, que cresceram e se transformaram durante o vasto caminho humano. 



Vemos hoje nos cinemas a busca pela mesma magia que os antepassados, em toda sua forma de vida, vivenciavam. “O Senhor dos Anéis”, por exemplo, nos mostra um mundo de intrigas entre o bem e o mal. Uma intriga que sempre existiu e está presente dentro de cada ser humano porque faz parte da consciência da razão. “Ser ou não ser” eis a questão. E desde criança aprendemos com os adultos que existem coisas que se pode fazer e outras que não, isto é, desde o berço o ser humano vem comendo da arvore do bem e do mal e junto com ela, sua serpente própria, vem como animal de estimação. Então o indivíduo descobre que alimentar-se da arvore é muito bom, mesmo que exista o mal unido neste ato, pois a serpente também necessita de alimento. Assim, a serpente se apresenta como o gênio da lâmpada e lhe concede todos seus desejos. Mas todos estes desejos são provenientes da caixa de Pandora, a caixa das emoções, onde é guardado o coração do dragão que guarda o Jardim das Hespérides, ou, os Querubins. 



A humanidade então se vê num mundo de símbolos que lhe dizem tudo o que ele quer que diga. E se extasia com tantos símbolos e com as novas ideias copiadas das antigas. Quando o indivíduo percebe que existem símbolos que ainda não conhece, descobre que ainda existe muito pelo caminho.
Novos símbolos então surgem e mostram que existem coisas além da árvore do bem e do mal. Surge em sua frente a Arvore da Vida, escondida atrás da Sabedoria. A vida que está além da embriaguez do Baco e de suas bacantes. Além do poder adquirido pelo Júpiter ou Zeus. Poder que não passa pelo pai dos pais, Cronos, o Tempo.
Na arvore da vida não existe deuses nem filhos de deuses. Existe apenas a vida eterna, onde as individualidades compreendem que nada vive só, e que a vida é um todo poderoso que se espalha pelo Universo manifesto, manifestando toda sua Sabedoria, dando movimento ao imóvel, poder de atração e repulsão ao mundo, geometrizando, multiplicando, dividindo, somando e subtraindo, numa matemática infinita e pura, onde somos alguns números irracionais pensando ser reais

Elder Prior