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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A QUEDA DO MURO DA VERGONHA



O mundo todo está comemorando a queda do Muro de Berlim, mas na realidade seu significado continua e será muito difícil apagar da humanidade esta ferida aberta: a segregação racial.
Da antiga Berlim, restam ainda as dores daqueles que viveram nos tempos da divisão. Segundo estudos feitos pelo cientista político Oskar Niedermayer da Universidade Livre de Berlim (Freie Universität Berlim), existem muitos que têm saudades da antiga divisão e outros vêem com preconceito os cidadãos do outro lado. Isto, tanto faz os da antiga Alemanha Oriental ( Ossis), como da Alemanha Ocidental ( Wessis).




Na realidade, ainda continua existindo uma segunda Alemanha, a dos menos favorecidos, tal como os Estados Americanos que são povoados pela maioria negra e latina.
Mas a coisa não para por aí. Em Israel, país que foi segregado e massacrado por esta mesma Alemanha, segue os passos fielmente do mesmo tipo de segregação que sofreram. Como se não bastasse a segregação e o preconceito enraizado nas mentes da população, decidiram também fazer um muro nos moldes de Berlim. O chamado Muro da Cisjordânia separa Israel da Cisjordânia entrando por 12km dentro do último, sob alegação de existirem colônias judaicas em alguns lugares neste trecho, ou seja, cerca de 10% do território será perdida. E ali, esta porcentagem é como se fosse o estado inteiro do Amazonas. Em 2004, o Tribunal Internacional de Justiça declarou ilegal esta barreira, já que isola cerca de 450.000 pessoas não judias, segundo fontes da internet.




Não é de hoje que se fala de atrocidades entre Palestinos e Israelenses e que sempre quem leva a pior é o lado mais fraco, ou seja, a Palestina, que não tem apoio nenhum da grande Organização das Nações Unidas, que deveria se chamar Organização do Império Europeu para o bem da comunidade européia e seus afins (EUA).



Não devemos esquecer que os Americanos têm o seu muro, separando suas fronteiras com o México, onde alguns nacionalistas se divertem massacrando e matando pessoas que tentam cruzar suas fronteiras.



Mas as fronteiras podem cair e os mais poderosos avançarem e tomarem os territórios dos menos favorecidos, como aconteceu no Iraque, onde os americanos estão até hoje (o que será que estão fazendo lá?), a China no Tibet, expulsando seu Papa, o Dalai Lama. Os países africanos que foram divididos entre os europeus não respeitando as etnias que ali viviam. E a própria Israel, que foi criada depois da Segunda Guerra Mundial, não respeitando o que ali já existia. Mas enfim, isto é a humanidade e a segregação sempre existirá enquanto houver idéias de Estado soberano, vemos estas divisões até em países civilizados como a Espanha, com seus Bascos e Catalões e mesmo no Brasil, onde os indígenas não são ainda considerados parte do povo brasileiro, onde as leis do papel são diferentes da realidade. E a segregação continua. A humanidade pensa em festejar a derrubada de um muro, enquanto cria outros. Muros que não serão martelos, ou foices que derrubarão, pois, apenas quando desaparecer as diferenças é que surgirá uma humanidade de verdadeiros Seres Humanos. Até lá, é só esperar e rezar para o mundo não acabar antes.