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quarta-feira, 18 de novembro de 2009




REENCARNAÇÃO

Em 1974, o astrônomo Brandon Cartes surgiu com uma idéia totalmente diferente para os parâmetros da ciência. Trata-se do “Principio Antrópico”, no qual se fala de um Universo sendo criado com o propósito de ser um cenário para o desenvolvimento da vida. Surge nesta época uma nova aproximação entre ciência e espiritualidade que continuou com outros autores, tais como Frijof Capra, com o “Tão da Física” e os seguintes que abordam o mesmo assunto.
Outra questão que anda dos dois lados é o famoso “Big Bang”, ou respiração de Brahma, onde a ciência e a espiritualidade, principalmente dos antigos livros hindus, falam de um início que se expande e cria o Universo em movimento e em constante criação e transformação. Lembrando ainda que a física diz: “Na Natureza nada se cria, tudo se transforma”. Se é assim, este Universo que se transforma segue o mesmo caminho de tudo que está contido nele, ou seja, a deterioração.
Diz a ciência que haverá um “Big Crunch”, o grande esmagamento final. O Universo que estava em expansão retornará, na respiração de Brahma, ao ponto inicial, causando um colapso do Universo e seu desaparecimento. O físico David Bohm diz que esta ficará num nível implícito, oculto. Que seria o mesmo que o Akasha, o plano Arquétipo, ou ainda, numa consciência coletiva superior, o Pralaya.
Até que em algum lugar no tempo ou no não tempo, comece uma nova fase de expansão, iniciando mais uma respiração, com sístole e diástole novamente. O Manvantara.
Se a matéria que conhecemos, inclusive nosso corpo, é formada por restos de estrelas que morreram, temos uma explicação científica sobre a reencarnação, ou seja, o que existiu um dia faz parte do que somos e o que fomos num “Big Bang” anterior pode estar chegando no que somos hoje.
Se partirmos da idéia de que existe algo mais do que a matéria, ou seja, um espírito. E que tudo que existe está dentro deste espírito, podemos dizer que deve existir algum propósito para que o Universo conspire para que a vida exista e evolua. E evoluir é uma constante transformação. E não há nada mais transformador do que este espírito universal fazer a matéria fluir e se transformar, desintegrando-se e novamente se integrando num grau de evolução diferente, seguindo a teoria da evolução das espécies.
Se o Universo pode se expandir, se desintegrar e depois, voltar a ser físico, por que não acreditar na reencarnação?

Texto baseado em matéria da Revista Planeta de Novembro de 1997, feita por Carlos Cardoso Avelini.