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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

EM BUSCA DO HERÓI



chargedodiemer.blogspot.com

EM BUSCA DO HERÓI

Olhando pelos sites com suas compactadas notícias, eis que estava lá, algumas linhas sobre o “Rei Roberto”.
“Pensei com meus Botões”, porque se diz que Roberto Carlos é rei?
Rei do Rock, jamais. Quem gosta de rock gosta muito mais de Raul Seixas.
Entre os bregas, temos Reginaldo Rossi e Amado Batista, que são ouvidos pela massa, e seus shows não são dentro de maracanãzinho, dentro de ricos cruzeiros marítimos ou dentro de ricas empresas televisivas.
Será a falta de herói que leva à criação de reis de nada e que reinam no nada?
Confesso que até gosto de algumas músicas do “Rei”, mas nada de tão grandioso e tão heróico. O mesmo se aplica a todos os reis e rainhas que a mídia “escolhe” para reverenciar. Reis e rainhas que só o são pelo poder da mídia criada por trás.
Mas o importante é pensar o quanto somos enganados pelos meios de comunicação. Por coisas que são faladas mas que traduzidas revelam 10% de tudo que está por trás. Enquanto muitos foram expulsos e mortos para tentar mudar o mundo (chegando tarde demais na conclusão, que só se muda quando o poder quer), havia os que de bom grado buzinavam os calhambeques na Rua Augusta.



quemtemmedodolula.wordpress.com

Então, voltaram para casa os filhos pródigos e como bons filhos, calaram-se. Receberam os seus títulos de reis e rainhas e aderiram à rodada de pizza.
Quantas histórias e quanto engano. Será que a Europa em sua corrida pelo além mar acreditava na “Terra Quadrada”? Colombo era um simples aventureiro?
Olhando o conflito entre Israel x Palestina, não dá certo ar de “eu já conheço esta história”?
Mas a humanidade necessita de heróis. Há até quem diga que a gripe suína foi criada pelos americanos (que têm mania de herói) e jogada no México para dali propagar pelo mundo. Depois surge um cientista de uma marca famosa dizendo que tem a cura. Assim como a cura antiterrorismo e antidrogas, olhando o cisco no olho do vizinho e não enxergando a trave dentro dos olhos dos jovens de seu país. Jovens estes que desde a segunda guerra acham que são heróis e criaram super-homens e capitães américa e uma vasta coleção de super-heróis.



pedroleite.com.br

Estes, ainda acreditam nesses heróis. Do lado de baixo a coisa é pior. Os heróis são os milionários jogadores que vivem na Europa ( o Olimpo) e que participam da empresa “Seleção Brasileira S/A”. Os Globetrotters do mundo moderno.





tntnet.webs.com


Existem ainda as barbies tupiniquins, todas com nomes de frutas. As heroínas da massa, as “cachorras” com dono. Heroínas que com seus peitos de borracha e suas bundas abundantes, são as heroínas das novas revistas em quadrinhos, quadrinhos feitos no photoshop.



blogdopedronelito.blogspot.com

Geralmente, juntam-se heróis e as heroínas criando um novo mito olímpico. O mito de que a colônia se tornou Reino, onde reina reis, rainhas, heróis e heroínas, cada um no seu quadrado.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

ESTAGNAÇÃO RELIGIOSA



Pessoas criam idéias, uma panacéia tirada da cornucópia, teorias
gastas, dogmas criados para colocar cabresto nas suas idéias, um ópio
que nunca acabou, mas aumentou, com seus novos donos, com suas
palavras novas retiradas de idéias arcaicas,limitando a evolução mental
em regras, cheias de costumes criados para serem dogmas,
para o enriquecimento religioso dos que querem manter suas instituições
acima de todas as outras, em detrimento à superioridade da verdade verdadeira.

E se criam religiões para os gostos ávidos da humanidade pobre em verdades
E de desejos de saber a verdadeira Sabedoria, acreditando em tudo que vê e ouve
E agradecem Deus pelo que lhe foi dado.




Mas o questionamento da fonte que lhe foi imposta não merece ser molestada.
A heresia é uma prostituição do que não deve se profanar.
Mas a profanação da Verdade só pode ser realizada pelos Fariseus modernos.

Os dogmas e as regras estão superiores à verdade e esta,
Acaba se tornando heresia, e os que falam a verdade e questionam a verdade
Que está atrás das regras e dos dogmas são dignos das antigas fogueiras
E do ódio teológico onde Deus se torna diferente e cada um tem o seu,
Sendo que geralmente o do outro lado se torna um deus diabo.




Mas esta estagnação religiosa não será uma estupefação da verdadeira divindade?
Cansado de tratar de egos inflados de idéias e regras para conhecer algo que
Deveria ser tão simples?

Um novo impulso espiritual seria necessário e uma nova consciência,
Para uma nova humanidade, mais questionadora, menos ligada aos dogmas
E regras das grandes instituições religiosas espalhadas pelo planeta,
Onde, ao invés de falar em união, acabam pregando a desunião.

O que deveria ser um auxílio para o amor e a compaixão,
Tornou-se uma guerra para saber quem é mais “divino”.
Deus não é mais único e absoluto, é uma partícula que se divide
e todos os dias surge mais um átomo desta grande cadeia de vida eterna.

Talvez, os antigos hindus estejam certos e Deus esteja jogando o Mahalila,
o grande jogo, brincando com os que não entendem suas regras óbvias
e que está em qualquer religião: Amor e Compaixão.
Não só por aqueles que acreditam na sua verdade, mas por aqueles que têm uma verdade diferente, como todos os outros que estão no mundo,
Cada qual, com sua impressão digital, com suas idéias, suas ações, suas religiões.
Lembrando uma frase do Cristo:
“É preciso nascer de novo!”


AMIT GOSWAMI



Amit Goswami, físico, doutorado em física nuclear, nasceu na Índia, filho de um guru hinduísta. Foi pesquisador e professor titular de fisica teórica da Universidade de Oregon, nos EUA, por 32 anos a partir de 1968.

Após um período de crise na carreira, mudou seu foco de pesquisa para cosmologia quântica e aplicações da mecânica quântica ao problema da relação mente-corpo. Publicou o polêmico livro A Física da Alma. Alia em seu trabalho o conhecimento de tradições místicas com exploração científica, buscando unificar espiritualidade e física quântica. Participou do filme chamado Quem somos nós? (What The Bleep Do We Know? em inglês) e que se tornou sucesso de bilheteria nos Estados Unidos, sendo também muito difundido em DVD no Brasil.

É também autor de outros livros traduzidos para o português como A Janela Visionária, O Médico quântico, e O Universo Autoconsciente.




Foi materialista dos 14 aos 45 anos de idade, mas a impossibilidade de conciliar o problema da consciência com o fato de que tudo (inclusive a consciência, na concepção da ciência materialista) provém do colapso da onda de possibilidades o levou à meditação e à busca da conciliação da ciência com a noção oriental de consciência.

Partindo de princípios da física quântica como o movimento descontínuo, a não-localidade e a causalidade descendente (a necessidade do observador para o colapso da onda de possibilidade em realidade), Goswami amplia teoricamente essa visão e a aplica a vários domínios da realidade.

Assim, esboça uma proposta de estudo da evolução das espécies em saltos, baseando-se nas lacunas dos achados fósseis entre as espécies conhecidas. A explicação para essas lacunas estaria na necessidade de que se acumulassem mutações em quantidade e qualidade suficientes para que uma nova espécie possível colpasasse a partir das possibilidades internas acumuladas.

No estudo da mente, afirma a impossibilidade da consciência como epifenômeno da matéria, porque neste caso ela não poderia ser causativa. A consciência a que se refere Goswami não é, claramente, a individual, que ele considera na linha da tradição filosófica hindu como uma ilusão criada pela história pessoal. A consciência, como a mente, são um todo - por este motivo é que existe apenas uma razão, uma matemática.
(Wikipedia)


Para que quer conhecer o trabalho do Físico:

livro:(aprendi fazer o link, até que enfim)

http://www.mediafire.com/?n4n4ugzylxm

Veja o primeiro capítulo da entrevista que ele deu para o programa Roda Viva, da TV Cultura (para ver mais: busque no You Tube pelo nome do Físico):

http://www.youtube.com/watch?v=nzfIwwp3Gc8

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

ESTAÇÕES




Mudaram as estações, e a humanidade não consegue sintonizar.
As rádios que tocavam musicas falando de índios, hoje abrem sintonia para a verborragia religiosa.
O trem passa pelas estações carregando pessoas inertes, se congelam entre uma estação e outra.
Parados, imobilizados pela obrigação da rotina.
Uma pedra no sapato, ou uma pedra que derrubou o gigante, é a mesma pedra que foi colocada em cima do assunto.
Mas ainda falam de ecologia, e ainda falam de desmatamento, falam de poluição. Sonora? Visual? Dos rios ares e mares?




As estações passam e a humanidade envelhece, se esquece das coisas que já passaram, por onde o trem já passou.
Pela Lua que o homem pisou, a quantidade de gente que matou.
Por amor, por Deus, pelo país. Qual será a nova sintonia?
O radio não toca música, mas gera suas vítimas.
Estamos livres das gerações atômicas?
Seremos escravos da idiotice? De palavras jogadas ao vento?




A arte perdeu seu lugar para o que se diz cultura.
Nossa vida passa feito uma prostituta. Responderemos processos pelos próximos preconceitos? Haverá uma nova inquisição?
A liberdade de pensamento só é liberta quando somos escravos, não podemos passar o limite daquilo que está imposto, e se paga o imposto de se viver fora da sintonia.
Quem sabe com a mudança das estações.
Quem sabe o trem para em um novo lugar.
Onde ar, água, terra e fogo vivam em harmonia.
E a música da banda não seja coisa do diabo,
E que o diabo esteja ocupado em buscar sua própria sintonia!
Graças a Deus!!!!