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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

ESTAÇÕES




Mudaram as estações, e a humanidade não consegue sintonizar.
As rádios que tocavam musicas falando de índios, hoje abrem sintonia para a verborragia religiosa.
O trem passa pelas estações carregando pessoas inertes, se congelam entre uma estação e outra.
Parados, imobilizados pela obrigação da rotina.
Uma pedra no sapato, ou uma pedra que derrubou o gigante, é a mesma pedra que foi colocada em cima do assunto.
Mas ainda falam de ecologia, e ainda falam de desmatamento, falam de poluição. Sonora? Visual? Dos rios ares e mares?




As estações passam e a humanidade envelhece, se esquece das coisas que já passaram, por onde o trem já passou.
Pela Lua que o homem pisou, a quantidade de gente que matou.
Por amor, por Deus, pelo país. Qual será a nova sintonia?
O radio não toca música, mas gera suas vítimas.
Estamos livres das gerações atômicas?
Seremos escravos da idiotice? De palavras jogadas ao vento?




A arte perdeu seu lugar para o que se diz cultura.
Nossa vida passa feito uma prostituta. Responderemos processos pelos próximos preconceitos? Haverá uma nova inquisição?
A liberdade de pensamento só é liberta quando somos escravos, não podemos passar o limite daquilo que está imposto, e se paga o imposto de se viver fora da sintonia.
Quem sabe com a mudança das estações.
Quem sabe o trem para em um novo lugar.
Onde ar, água, terra e fogo vivam em harmonia.
E a música da banda não seja coisa do diabo,
E que o diabo esteja ocupado em buscar sua própria sintonia!
Graças a Deus!!!!