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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

NAMASTÊ




NAMASTÊ

E Deus, onipresente que é,
Pensou em uma forma de abranger a humanidade,
Sabia que muitos não aceitariam acima de sua vaidade,
E que muitos o viam de uma forma natural,
Outros o viam num misticismo transcendental.

Então surgiram aqueles que o viram mais de perto,
Criaram religiões, ciências, idéias que foram colocadas no papel,
Descobriram diferenças entre o fel e o mel,
Mas sabem hoje que tudo vem do mesmo lugar,
Num infinito que a humanidade busca encontrar.

E em seus caminhos, cada qual, vê um Deus diferente do outro,
E as faces de Deus se multiplicam numa sociedade tão diferenciada,
Que busca uma harmonia que jamais foi encontrada,
Porque o Deus que habita em um não enxerga a si próprio,
Como se estivesse numa extensa nuvem de ópio.

Um Deus que não é muitos, apenas é visto de diferentes formas,
Formas que não se entendem dentro da humanidade e suas normas,
Que não percebe a variedade de princípios por os mesmos criados,
Em sua vida correndo, em seu dia rápido e atarefado,
Não enxergam a onipresença onde tudo está.

Namastê, é o meu Deus interno saudando o seu Deus interno,
Isto quer dizer que Deus não tem religião e nem crença,
Vai ao encontro também dos ateus e dos que penam seu inferno,
Porque em todo lugar de sua criação, ali está sua presença,
Sempre encontrando uma forma de ser visto ou reconhecido,
Seja por religiões tão diferentes de si, ou pela ciência que descobre o desconhecido.

Namastê.