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domingo, 17 de outubro de 2010

PEDRAS NO CAMINHO


PEDRAS NO CAMINHO

Pedras soltas no caminho, num mundo sozinho,
Pisoteando o orgulho ferido, de um leão que pensa ser rei,
Mas o que existe de tão triste na beira do caminho?
As pedras realmente falam,
Línguas esquecidas,
Que outros povos um dia compreenderam.

Mas os locais jamais serão os mesmos,
E as pedras do agora já foram castelos outrora,
Os ossos enterrados na areia foram grandes reis,
E tudo passou pelas areias da ampulheta.

A Sabedoria transformou-se em cinzas,
De uma Fênix que não soube voar,
Idéias e mensagens que se perderam no tempo,
Ou, que foram por sacerdotes, escondidas nos templos.

Pobre humanidade que se acha o centro do Universo,
Que não enxerga que a imagem do espelho é o inverso,
E os demônios são soltos pela ganância de engolir o tempo,
De beber o vinho posto no sumo da árvore,
Que fica no meio do Jardim das Hespérides.

Onde chora o dragão, se senta o pensativo Buda,
Onde crucificam o Cristo, e se esquecem de Deus.