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domingo, 29 de abril de 2012

ORDEM E PROGRESSO









ORDEM E PROGRESSO

É engraçado ver a postura do governo brasileiro perante a mídia. Parece que o Brasil é uma superpotência.
O país do terceiro milênio, onde as leis são cumpridas e os que as criaram fazem com que ela se cumpram.

Mas a realidade é bem outra. Vemos o descaso com a saúde da população até mesmo nos convênios privados, onde o doente é apenas um cifrão a mais.






Iludidos, a sociedade trabalha para gastar seus salários com porcarias importadas, muitas vezes contrabandeadas via Paraguai e vendidas nos camelos, onde todos sabem que existe o contrabando, até quem fiscaliza.

Como educar um povo onde o governo é omisso e corrupto? Onde as leis beneficiam os que estão fora da lei e os que vivem na lei pagam por este benefício.









Enquanto as escolas vão sendo infestadas de drogas e violência, não é possível que alguém não esteja lucrando com tudo isso. Não é possível que a polícia e os políticos não tenham força para mudar o caos social que existe no Brasil, todos fazem vista grossa.

Hoje, quem trabalha com educação tem medo de repreender um aluno fazendo bagunça na sala, pois, sabe que pode morrer por algo banal. Policiais têm medo de dizer que são policiais ou andar fardado, porque o crime organizado bonifica quem mata policial.






Os piliticos aparecem na mídia preocupados com Copa do Mundo e Olimpíada, enquanto existe muito o que fazer por aqueles que pagam impostos. Não se pode ser um país próspero se não dá conta nem do mar de lama em que se está afogado.


sábado, 28 de abril de 2012

KAFKA




KAFKA

Abrindo a gaveta de velhos retalhos da juventude,
Encontrei folhas esparsas que ao tempo alude,
Livros que um dia li e reli pra tentar entender,
Ideias sobre o que eu deveria conceber,
E no meio de tantos, encontrei Kafka e “A Metamorfose”,


Com seu estilo diferente, beirando à psicose,
Fiquei pensando como seria se acordasse um dia,
Não ser mais meu corpo nessa monotonia,
Saber que sou eu e olhar o que não sou,
Saber que quero ir para onde não vou,
Um corpo estranho a mim mesmo, andando a esmo,
Por um mundo diferente do que conhecia,
Antes da metamorfose da minha alma vazia,
Como se fosse em exoesqueleto impenetrável,
Uma dor interior, um algo insuportável,
Um odor de coisas deterioradas,
De um mundo de mentiras dilaceradas,
Saber que a metamorfose me transformou num inseto,
Preso numa crisálida, sem amor e sem afeto.