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domingo, 26 de agosto de 2012

UM NOVO SONHO

 
     Sou um mísero sonhador que convive entre a sabedoria e a ignorância, buscando nesta forma a expressão incompreensível  da minha verdadeira razão.
    O que busca o homem? O que busca aquele que corre contra o precipício?
    O sangue pulsa pelo circuito levando a luz para onde pode e percebe, mas a humanidade apaga a luz e anda na escuridão. Cegos que não enxergam o caminho que tendem a seguir.
    Pobre homem deslumbrado com a imensidão de seu pequeno e limitado mundo. Com seus horizontes visíveis, com suas riquezas em movimento e a vida sem um destino certo. Sendo que o único destino certo é a morte, que todos temem, mas sabem que será o limite de cada um.
     _Aproveitemos!- bradam alguns. Aqueles, que acreditam que o horizonte limitado é aquele que enxerga com sua acuidade visual, com seus desejos e sentimentos. Não percebem que existe muito mais ao seu redor do que as meras imagens ilusórias que se consiste em sua vida rápida.
     Os pobres perambulam pelo mundo em busca de uma taça do mais doce remédio. Ninguém aceita o remédio amargo. Querem um paliativo que os deixem em comunhão com a verdade que cada um almeja. Os pobres bebem do vinagre pensando que é vinho, acreditando que o acre é o sabor do licor.
     E o mundo caminha por imensos erros, por idéias antigas e gastas, que não levam a nada. Que faz com que a humanidade continue em sua inércia mental. Alguns comandam, outros obedecem. Alguns são os donos, outros são os escravos, marionetes, que acreditam que tudo é bonito e que tudo está em ordem. Levantam suas mãos aos céus agradecendo a vida miserável que levam. Agradecem o pouco que lhes dão. Agradecem a guerra, a miséria e a fome. São mensagens divinas!
     E continuam, em seu caminho de dor e esperança sem nada fazerem para que o mundo mude. Ninguém, na realidade, acredita no divino. Ninguém acredita que a humanidade pode mudar o mundo se assim quiser. Não é o que Jesus dizia?  “Aquele que tiver Fé, fará as mesmas obras que eu, ou até maiores que as minhas”. Pois então porque ninguém acredita neste poder? Porque necessitam que aconteçam catástrofes, fome, pobreza, pestes, violência, guerras? Talvez a humanidade esteja toda em sono profundo, vendo a vida passar, séculos e séculos sendo engolidos pelo tempo, rareando o que lhes resta para tomar em vossas mãos as mudanças que são necessárias.
       Acordem pobres! Que rastejam no lugar das serpentes e se perdem entre elas! Levantai e lutai contra este reino ilusório no qual vivem. Nesta Terra falsa, líquida, ígnea e aérea, que em seu final torna-se matéria em movimento perpétuo, na qual, a humanidade acredita existir, acredita ter grandes riquezas, volumosos bens, extasiados desejos e magnânimos poderes.
      Mas onde estão os poderes? Qual o poder em um mundo passageiro? Que razão existe em algo que não perpetua? Se o movimento eterno das coisas perecíveis vem e engole tudo aquilo que a humanidade criou. Então vêm outros e criam coisas novas para substituírem as que foram extintas, e o que resta é museu. O que resta é uma humanidade que caminha junto com este movimento e não percebe que também é perecível. Não somente em corpo, mas em idéias, ciências, religiões, raças e ídolos. E o poder que é dado, é ignorado como algo inalcançável, como algo que só é busca para loucos e doentes, para alucinados e charlatões atrás de dinheiro. Mas a humanidade prefere seus deuses que fazem parte de um velho templo. Deuses que moram aconchegados, dentro de templos ornados de ouro e ornados de pessoas que transformam a busca da espiritualidade em rotina dominical, em antro de orações. São sagrados apenas enquanto estão ali. Depois saem e vão para os seus vícios, que são cada vez piores. Suas orações pedem saúde infinita, prosperidade abundante, ou até mesmo, vingança contra algum inimigo. Porém, ninguém faz nada para mudar o comportamento arraigado dentro de sua mente, dentro de seus anseios, dentro de seu mundo criado para a sua personalidade se deleitar, com histórias e dramas, com comédias e tristezas.
     Finalmente o tempo se acaba e as cenas terminam e a humanidade descobre que toda aquela vida encenada para si mesmo termina. Resta apenas o que se encenou aos outros, que irão guardar na memória até um momento em que estas lembranças já não mais satisfazem e o esquecimento total surge, mostrando que a vida é apenas uma sucessão de lembranças que são finitas e que não servem de nada, a não ser que a humanidade busque a verdadeira ligação com o divino, com o poder universal que deseja mudar o mundo para algo melhor. No momento que este poder fizer parte da humanidade, então ela estará preparada para viver novas cenas. Cenas que farão parte do equilíbrio divino, que abrirão os horizontes da mente humana para coisas acima do pequeno mundo terreno em que vivem.
    Basta de ilusão! Procure a verdade e a verdade te libertará! Não é o que foi dito? E ninguém procura esta verdade. Estão ocupados demais com as ilusões do mundo e não enxergam o Reino de Deus. O Reino de Deus está em todo lugar, mesmo no Inferno, mas as pessoas devem enxergá-lo para notar-lhe a presença. O Reino de Deus é chamado Agartha, o continente oculto, o continente perdido. É ainda Atlântida o reino que submergiu nas águas do oceano profundo. Tudo faz alusão ao reino não visível, ao mundo que nos rodeia e que foge às dimensões estabelecidas pela ciência euclidiana. O reino que faz parte de um mundo muito maior que uma esfera girando em torno de si, que gira em torno de outra esfera e que tem outra esfera menor girando em torno dela. O que isto representa? Apenas leis do universo, deixando evidente que tudo gira e tudo se movimenta, tudo tem vida.
     O mundo do qual queremos falar é um mundo que está além do que os diversos matizes de luz e sombra pode nos mostrar. O mundo não é somente a soma da luz e da sombra. Ele é o equilíbrio dos dois. A união dos extremos: luz-sombra com o seu centro, seu equilíbrio. O reino de Agartha, a Atlântida perdida, o Novo Mundo do Apocalipse. Uma nova tentativa de fazer com que a humanidade consiga ver não apenas a luz que os acompanham ou a sombra que os aterrorizam, mas também perceber o algo mais entre a luz e a sombra. O infinito que se guarda escondido entre os dois pontos.
     Entre dois pólos visíveis existe um ponto invisível, mas sensível, isto é, suscetível à percepção. Este ponto é chamado de Shekinah, o Portal do Reino Límbico ou Inferno, o Vale das tristezas e das lágrimas. Considerado o outro lado do jardim do Éden, não por ser obscuro ou inalcançável, mas por ser a antítese do Éden conhecido como um jardim de delícias, um jardim de hespérides.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

BRASIL CERVANTES






O Brasil ficou em 22º no quadro de medalhas nas Olimpíadas. Este é um número interessante, já que no Tarô é o número do Louco. O Brasil vem de uns tempos pra cá se comportando como um Louco no estilo D. Quixote, lutando com seus próprios monstros. E não são poucos. Porém, o governo de "La Mancha" prefere ver o país com lunetas mágicas e outros apetrechos a ver a realidade da própria loucura.



Um país do tamanho do nosso ganhar o tanto de medalhas que ganhou, mostra justamente o pouco caso com a população, deixando que países pequenos, do tamanho dos menores estados brasileiros, nos ultrapassem no quadro de medalhas. Não que Cazaquistão, Ucrânia, Cuba, Irã, Jamaica e outros, não mereçam. Mas pela lógica, os países maiores e com maior população deveriam estar na frente, por ter mais pessoas que poderiam estar competindo para se classificar e competir pelo país. Mas não é o que acontece. Porque?
Como pode um país que não investe em seu povo vencer alguma coisa. Os que conseguiram se destacar foram, vamos dizer "os patinhos feios" da ninhada. Porque o comum é não poder se destacar justamente devido ao descaso político. 

Inicia já no dia em que nasce. Os órgãos que cuidam da saúde, falidos há muito tempo, jamais poderão garantir uma saúde de qualidade. Gerando pessoas mal nutridas, sem acompanhamentos médico, sem direito de bem estar durante toda sua vida, participando de enormes filas para ser atendido. Fila para exame, fila para vaga em cirurgias, fila para leito hospitalar. Enfim, um caos social escondido com palavras sem sentido.



Depois da má saúde dada pelo governo, vemos a educação das escolas mal cuidadas, de professores mal pagos, profissionais mal formados, fazendo das escolas públicas um grande depósito de pessoas que só conseguirão cursar uma faculdade pagando altos preços por um ensino superior. 

Junto com esta educação, a cultura denegrida pela mídia, que se encarrega de destroçar o que ainda existe  de real, na cultura e na educação do país. Esta falta de cultura e de educação faz com que pessoas que podiam estar lutando por um país melhor, correr atrás de idéias que não têm nada a ver, fazendo apologia ao sexo desde criança, ao uso de drogas e bebidas indiscriminadamente, fazendo com que o que é feio seja considerado bonito e o bonito feio. Confundindo liberdade com baderna e aliciamento, destruindo mentes brilhantes pelo simples fato de não ter o que fazer com elas.



Isto tudo leva à violência generalizada, onde as pessoas se digladiam pela corrupção e pelo mau comportamento, que vem desde os políticos e vai descendo pela escada, até chegar ao menino pobre que mora na rua.

Se um país quer ser realmente sério, tem que pensar em como investir em si mesmo. Gerando saúde e bem estar para seu povo. Gerar pessoas fortes e saudáveis. Gerar uma boa educação para criar pessoas cientes e orgulhosas de uma verdadeira cultura e usar a educação para gerar mentes brilhantes e competitivas, modificando e mania de pobreza e realmente ser, um país rico e distribuído. Deixando de lado a caricatura grotesca de D. Quixote, fazer uma nova ideia de si mesmo, honrando aquilo que está escrito no meio da bandeira:



ORDEM E PROGRESSO