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sábado, 2 de março de 2013

TERRA DE NINGUÉM






TERRA DE NINGUÉM

Já é alvorada, alvoroço no meio da multidão,
Procissões de crianças, homens, mulheres, e velhos na escuridão,
Já é dia, bem cedo, com a bóia quente na mão,
Esperando o caminhão.

O pau de arara rodeia e se aconchega no meio do canavial,
É madrugada e o almoço está na mesa,
Que é ao ar livre, uma nova canção.

O ar escorre e a vontade de viver,
A comida tá fria, e esfria os ânimos,
É preciso continuar, até um dia.

Então o dia chega, e o filho não esta mais ali,
Foi pra cidade grande tentar a sorte,
Não se tem pai e a vida é forte.

Já é hora de recolher, escuridão no meio das vilas,
O sono vem como uma bigorna,
É noite, onde todos descansam pra novo dia,
É noite, logo tem mais um pra trabalhar.