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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

CRÔNICAS DE CRONOS - CABEÇAS DECEPADAS PARA A MESA DE ROSEANA SARNEY



CABEÇAS DECEPADAS 

A violência invade o país, decepando cabeças,
Enquanto se come lagostas e pratos caros,
Pessoas morrem sem saúde, sem amparo,
Seu auxílio está trabalhando, criando estádios,
Os velhos coliseus estão voltando à moda.

Pão e circo não podem parar,
Devem maquiar o maquiavélico plano,
Do Planalto, das corjas, que se preparam,
Mais uma eleição em suas urnas eletrônicas,
Onde os dedos que apertam as teclas,
Ao mesmo tempo enfiam num orifício profundo,
Abrindo a grande cloaca do gigante dorminhoco,
Em seu berço esplêndido, ao som de metralhadoras e fuzis,
Como se fossem chocalhos modernos, que expulsam pessoas boas,
Não são chocalhos indígenas, estes foram expulsos do Maracanã.

A orgia continua no país continente, contente,
Em sua imbecilidade, débil em se contentar,
Com a cervejinha e o futebol do Domingo,
E o minguado salário que aplaca a fome, sem educação,
Ligando a TV, assistindo desgraças,
Programas de humor sem graça,
Uma nova igreja que promete graças.

Então, só rindo, do auto-palhaço que sou, somos,
Palhaços dorminhocos, ocos por dentro,
Esperando que o Cristo pule do Corcovado,
E grite no ouvido do gigante adormecido:
Acorde pra realidade!!!

Elder Prior