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sábado, 26 de julho de 2014

CRÔNICAS DE CRONOS - SECRETÁRIO ÍNTIMO



Não queira ficar de algum lado quando existe uma guerra.
Porque a Discórdia inventa todo tipo de mentiras para gerar uma confusão de opinião.
Lembrei-me de história maçônica de Hiram, rei de Tiro, e o vínculo com a realidade de hoje.
Eis a história:
 "Salomão havia prometido a Hiram, rei de Tiro (não confundir com Hiram Abi ou Hiram), que, após a conclusão do Templo de Jerusalém, seria recompensado com vinte cidades que ficavam na região de Cabul na Galiléia (Palestina).
Após as exéquias de Hiram, Hiram (Rei de Tiro) resolveu sigilosamente verificar as cidades oferecidas por Salomão. Não agradou aos seus olhos o que viu. As cidades eram deploráveis e o povo, ignorante.
Este havia fornecido materiais e mão-de-obra para o templo e, julgando-se enganado por Salomão, voltou a Jerusalém e, tomado pelo ímpeto, foi diretamente à Câmara Real para tirar satisfações.
Joabem, um dos funcionários preferidos de Salomão, vendo-o passar assim arrebatado, temeu pela vida de seu rei. Resolveu assim seguir a Hiram, onde, oculto, velaria pela segurança de Salomão.
O Rei de Tiro descobriu Joabem e exigiu de Salomão uma punição, pois considerou o ato como espionagem desrespeitosa.
Salomão acalmou-o dizendo que as cidades seriam reformadas antes da entrega e deu conta da dignidade e integridade de Joabem.
Hiram compreendeu e pediu a Salomão que Joabem fosse escolhido para secretariar o tratado que em breve iriam assinar."


Ao visitar o local o rei Hiram acredita ter sido ludibriado, porque vê no local apenas coisas ruins, nas terras e nas pessoas. Não consegue enxergar o que Salomão enxergava.



Hoje, a Palestina tornou-se uma pedra no sapato de Israel, que é uma pedra no sapato do mundo árabe circundante. Um país que foi criado e auxiliado por outra pedra no sapato do mundo, os EUA e seus aliados, que ditam o que vira regra
A Discórdia vive destas artimanhas para movimentar um mercado de alto lucro. Sem este mercado não se cria novas armas e não existe onde testar seu bom funcionamento.
Assim, por simples desejo de continuar movimentando um mercado altamente lucrativo, criam-se muros, revoltas, deuses, culpados e inocentes.
Na realidade, não existem culpados e inocentes. Apenas vítimas de fronteiras e preconceitos.
Os mesmos preconceitos da história maçônica e as mesmas fronteiras que Salomão tentou derrubar.
Porém, os deuses vitoriosos são outros...

Elder Prior