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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

LIBERTAS QUAE SERA TAMEN

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LIBERTAS QUAE SERA TAMEN

Nas lágrimas choradas neste tempo que se insiste,
Desce o sal retirado do sangue que na vida resiste,
E se olha o brado retumbante que vem distante,
De palavras esquecidas nos livros empoeirados da estante.

Lança em riste para maquiar a verdade,
Interesses escusos de uma nova realidade,
Ai! Como gostaria que existisse a liberdade!
Mas a liberdade é um palhaço sem felicidade.

Nas suas rugas carrega o tempo de minúcias do passado,
Carregando a esmo uma mortalha aos desesperados,
O suicídio da fé abarca o mundo desgovernado,
Porém, com um governo para um mundo condenado.

Pobre humanidade, transformada em embutidos,
Devorados pelos abutres, pela terra consumidos,
Ai! Como gostaria que existisse a liberdade!
Um liberdade, na qual, todos amassem a verdade.

Elder Prior