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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

CAPÍTULO I - ANTES DO HOMEM...O HOMEM?

                                          CAPÍTULO I
                           
             ANTES DO HOMEM... O HOMEM?

    Vamos começar com o primeiro questionamento da “Verdade” exposta como verdade. Será, realmente, que os vestígios humanos descritos na história, que seguem as teorias de Darwin, estão certos? Levando o ser Homem para a Ordem dos Primatas, quando parece existir tanta inconsistência e vários vestígios de que a história esconde algo muito maior do que conhecemos?
    Vestígios estes, que hoje não se pode mais refutar ou esconder dentro das Universidades e das ideias de algum conceituado teórico, que diz que as ruínas antigas nas Américas, foram construções feitas por índios que desconheciam as ferramentas necessárias para se construir algo tão grandioso e complexo.



     Não é necessário ser um cientista para entrar no Google e pesquisar milhares de fotos, feitas por satélites ou não, mostrando que todo o México foi palco de uma enorme civilização, que se expande pelos escombros de cidades por toda América, de norte a sul, culminando na solitária Ilha de Páscoa.
    Talvez fosse demais para a civilização européia descobrir que já houve civilizações grandiosas e muito superiores do que a deles. 

http://www.viabrturismo.com.br/pacotesinternacionais/ilhadepascoa/abre-ilha-de-pascoa.jpg
    Ou será algo que esta verdade não pode expor?
  Talvez uma linhagem de pessoas que vêm se mantendo no poder desde os tempos desta antiga civilização até os dias de hoje?
    Mas vamos aos fatos que correm por um caminho diferente da história que nos contaram. Primeiro, retiremos a visão sobrenatural da Bíblia e foquemos o assunto com uma visão mais aberta para o que é ali dito sobre a humanidade.
    A primeira aparição da Besta do Abismo está no Jardim do Éden, separando os pensamentos de Adão e Eva. É o primeiro símbolo de um pensamento de egoísmo.



    Porque teriam vergonha de pensar, homem e mulher?
    Porque o primeiro pensamento foi um pecado, um desejo de burlar as leis, ou, negá-las pelo desejo de alimentar o próprio ego. Alimentar o Leviatã que se levanta de seu sono junto com a humanidade que cai e perde a oportunidade de conhecer a vida eterna, que é a consciência do bem a todos. O amor universal dá lugar à guerra das monstruosidades internas.
    O homem se torna um criador. O fruto devorado cria o alimento da primeira Besta, que é o Behemoth. A tentativa de esconder os pensamentos na obscuridade gera o Leviatã. Este é o primeiro passo da humanidade travando a eterna guerra interior, fazendo com que a rebeldia contra aquilo que já existia se torne uma ânsia insaciável e devoradora.



    A Bíblia inicia falando da presença das Bestas na vida humana de uma forma simples e simbólica. Culmina, no Cristianismo, com as mesmas Bestas, no livro final. O Apocalipse.
    Neste livro, inverte-se o aparecimento das Bestas. Talvez, um simbolismo para uma grande mudança? Uma mudança que toda humanidade teme?
    E se apega nas grandes religiões, porém, em sua continua alimentação dos monstros criados para devorar o que a humanidade insiste em permitir seu avanço sobre o tempo e sobre a vida.
    Mas vamos deixar as Bestas para depois e voltar ao homem primordial. 
    O que aconteceu para surgir na mente humana esta ligação com o mal? Como surgiu este mal?
    Primeiro, podemos dizer ainda, que a vergonha foi além do primeiro pecado, o primeiro pensamento do ego humano. Podemos ver o inverso, que deixou a humanidade em dúvida. Porque saiu do conjunto do universo consciente da deidade onipotente e onipresente e se escondeu atrás das sementes das frutas devoradas. A ligação que existia entre a humanidade e o universo tornou-se uma queda.



    No Apocalipse podemos ver que antes das duas Bestas acordarem em seus devidos reinos ou mundos simbólicos, houve uma grande guerra no Céu. Este Céu é dividido em dez partes. Não é o Céu físico, mas, sua influência sobre a humanidade. As forças da natureza que a humanidade assimilou quando deu atenção ao ego.
    Ao invés de elaborar as raízes da Arvore da Vida, foi criada somente a parte maligna. O Dragão é a união das dez partes expulsas do Céu e seus sete regentes.



    Na Astrologia, os sete regentes são os Planetas. Depois, acrescentaram Netuno, Urano e Plutão, perfazendo dez planetas. Hoje, se fala em mais. Mas o importante é que estes sete planetas antigos são símbolos usados para representar partes de nossa consciência.
    Em seu livro “Leviatã”. Thomas Hobbes faz um enorme estudo de como estes pensamentos se difundem entre a humanidade, sendo regido de sete formas diferentes. É muito importante ter em mente que não existe nada fora dos pensamentos humanos. Tudo que foi criado de ruim surgiu retirado dos pensamentos errados e vergonhosos da humanidade, que os alimentou durante sua ânsia em adquirir coisas palpáveis na natureza física, e, coisas que estão encobertas pelos véus do conhecimento, como dizia Helena Blavatsky. Ou seja, o alimento das duas Bestas nunca cessa.
    Hobbes diz que todas as ilusões são movimentos dentro de nós. O mundo que vivemos é criado por esta ilusão da máquina corporal, que recebe do mundo as qualidades sensíveis que existe em cada objeto, pressionando nossos órgãos de sensibilidade de maneira diversa. Desta conexão entre órgãos e objetos, surgem os pensamentos e a sua manifestação no mundo. Primeiramente, através da linguagem, pois, “A princípio era o Verbo”. O Verbo da linguagem dá nome aos objetos e aos seus complementos e adjetivos. Portanto, nós criamos em nossa mente os objetos que temos contato através dos órgãos sensoriais. Daquilo que criamos e damos vida podem surgir vários pensamentos e mudanças, e mesmo, iniciar um pensamento vivo, como uma teoria, uma ficção ou mesmo algo que pode se transformar e se tornar maior do que somos. A idéia de Capitalismo é um exemplo de algo muito maior que a humanidade e que se tornou parte integrante da mentalidade da Besta. O avanço da riqueza sobre o mundo, gerando alimento para a devastação de Behemoth, e, o alimento persuasivo para alimentar a engenhosidade do Grande Leviatã.
    Através deste alimento, criamos as paixões, que dizemos, por orgulho, serem animalescas.
   Na realidade, nossas paixões são humanas. Criações humanas. Não têm nada a ver com os animais, que geralmente seguem leis piores que as nossas, em termos de abrangência mental e limitações. A divindade, não quer dizer algo paranormal ou fora do comum, mas sim, um poder inerente à mente humana e que necessita ser estimulada e retirada de sua inércia para agir contra toda a corrupção criada no nosso subconsciente.
“Eu e o Pai somo Um”. Já que temos a divindade em nós e nos tornamos deus, como diz no Gênesis, “Se o homem já é como um de nós”.
    Esta é a luta eterna entre o bem e o mal, que foi escrita e reescrita por todas as idades e civilizações. O mal é o alimento das Bestas que nos levam pelo caminho do Abismo, ou Qliphoth, como dizem os cabalistas. O bem é a abertura, a expansão da mente, o poder que eleva e que se torna vivente, porque é o alimento da vida, do Jardim das Hespérides, do Éden, da árvore cabalística e simbólica dos antigos hebreus e egípcios, que receberam suas tradições do mundo antigo, perdido entre os escombros do que restou.



    Porém, no meio do dilúvio, um grande saber foi guardado entre estes escombros que sobraram no Egito. E é deste ponto que surge todo o desenrolar da humanidade e o que realmente está por trás de toda verdade que continua escondida para muitos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE - INTRODUÇÃO

                



                    A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE
    
                                 INTRODUÇÃO

   Sempre quis escrever algo no qual pudesse englobar, como uma síntese, diversos autores e pensamentos criados em mim pelas diversas teorias e ideias que tive a felicidade de entrar em contato desde minha juventude.


    Aqui, tentarei caminhar pelas linhas de diversos pensamentos que me auxiliaram para chegar ao que exponho com minhas ideias. Uma linha abrangente, que surgiu diante das especulações internas. Uma filosofia que foi crescendo, se expandindo e sendo apresentada a este humilde filósofo desletrado por opção. Autodidata também por opção.


    Iniciei este trabalho há pelo menos uns dez anos atrás. Mal sabia que o complemento viria agora. Fiz uma grande pesquisa de datas e épocas, ligadas ao movimento de um tempo não físico. Um tempo que movimenta a consciência e a atitude humana diante das eras. O ciclo cósmico que rege o mundo num grande avanço experimental.


   Agora, esta especulação me abriu um leque de outras ideias, que se aglutinaram para formar o universo aqui descrito. Um universo grandioso, um grande Leviatã, uma Besta que sai do abismo e que toma conta do mundo. 


    Esta Besta fera do abismo não é, de forma alguma, uma criação divina. As divindades apenas alimentam o homem com o fruto da árvore do conhecimento e da razão, tornando-o, uma criatura ansiosa em devorar este mundo com a ganância de sabedoria.
    Então, surgem duas monstruosidades criadas pela mente humana:
    A primeira monstruosidade que surge é Behemoth. Na Bíblia, caracteriza uma besta terrestre. Em Jó, capitulo 40, a criatura surge criada junto ao homem. Para muitos, uma criatura que devora o mundo, insaciável em sua fome, se transformando com o tempo, numa constante guerra pelo poder e pela riqueza terrena. Tais como, ouro, recursos e territórios.
    Behemoth é a separação humana, que culmina na criação de Estados.
    Existe uma grande evolução da monstruosidade, que inicialmente era muito mais ligada à natureza e aos seus fenômenos, e que, com seu domínio e conhecimento, se expandiu, se beneficiando destes próprios recursos e fenômenos.
    Veremos como, em diversos pontos da história, Behemoth evoluiu e foi se tornando cada vez mais mesquinho.
    A segunda monstruosidade é chamada de Leviatã, que surge depois de Behemoth. Esta, é uma besta que surge das profundezas. Segundo a Bíblia, os dois monstros se combaterão e Behemoth sairá vitorioso. Porém, a força de Leviatã é devastadora, porque vem das profundezas da mente humana.
    Ao contrário de Behemoth, que age junto com a natureza e com as ações causadas nela e por ela, o Leviatã é mais perspicaz. Usa justamente as profundezas do pensamento humano, a sua consciência em rebelião contra as leis do mundo e contra as leis divinas.
    O Leviatã é a negação do agir em harmonia. É criar uma consciência particularmente humana. O Eu egoísta, gerado no subconsciente de cada um. Uma sombra ou o Limbo, ao que chamavam os gregos de Hades. Um sepulcro daquilo que é irrelevante para a expansão mental.
    Em sua histórica jornada pelo mundo, o Leviatã também evoluiu de um monstro marinho, temidos nas profundezas perigosas do oceano, para algo muito mais próximo ao Ser humano. Iniciou sua guerra contra Behemoth se ingressando no Estado, na individualidade de se fazer cercas e limites de fronteiras. Tornou-se a mente por trás deste Estado de oportunismo, criando a mídia (apesar de ser uma palavra nova, sempre foi usada pelos mais espertinhos), a oratória persuasiva, o poder de arrastar multidões hipnotizadas pela histeria coletiva. Uma massa mental dirigida pelo poder do grande Leviatã.
    Esta guerra não se iniciou nos dias de hoje. Podemos ver seus tentáculos em toda história humana, o que tais mudanças criaram na humanidade e qual será o fim disto tudo.
    Como disse Thomas Hobbes, Leviatã e Behemoth lutam entre si dentro do próprio homem numa guerra de todos contra todos, porque o ego é a ponta de cada tentáculo desta Besta, que saiu do abismo e engole o que ainda resta.
    Agora, voltaremos no “há muito tempo atrás” e veremos que, na verdade, as duas bestas se digladiam desde que o homem surgiu na face da Terra, porque ambas são criações humanas, que vivem até hoje porque são alimentadas diariamente por seus pais, que insistem em abrir suas goelas medonhas.







CONTINUA....










                         




quarta-feira, 26 de outubro de 2016

FUTURO DE ESPERANÇAS, COLÔNIA PARA SEMPRE







FUTURO DE ESPERANÇAS, COLÔNIA PARA SEMPRE

    Nunca gostei de me sentir pessimista. Pelo contrário. Sempre tentei ser otimista, mesmo quando via que tudo parecia ser o oposto. Quando adolescente, me indignava as histórias ouvidas sobre a ditadura militar, imposição de leis e regras. Via o mundo com um olhar sonhador, se inspirando nas frases utópicas de John Lennon e na rebeldia do bom e velho rock’n roll.
    Ao lado das bandas “barulhentas” (como os vizinhos diziam), que ouvia horas e horas, surgiu a curiosidade de conhecer um pouco mais sobre a vida dos grandes ídolos mortos por causa de drogas ou presos por causa de algum ato rebelde. Na mesma época, surgiram as bandas punks em São Paulo e a satisfação em sentir a mesma coisa que aquele bando de moleques. Foi neste mundo punk que ouvi pela primeira vez a palavra anarquismo.
    Conversando com um primo, que gostava das mesmas coisas. Tive os primeiros contatos com as ideias comunistas. Meu primo tinha um pôster enorme do “Chê” no quarto, comprava charutos, tinha uma vasta literatura sobre o comunismo. “O Capital” de Karl Marx era sua bíblia, tinha também uma coleção de gramática e aprendizado de russo, que guardo até hoje comigo.
    Tornei-me então comunista, de conhecer algumas pessoas ligadas ao então ilegal, partido comunista. O PCBão, como chamávamos.
    Um tempo depois, fui obrigado se alistar e servir ao exército, que para mim, era uma faca de dois gumes. Eu detestava o militarismo, por eu ter ideias de liberdade e de me espelhar no movimento hippie e no movimento punk paulista. Por outro lado, adorava coturnos, fardas e era moda os moleques que curtiam rock, usar gandolas, coturnos e outros objetos, usurpados do exército. Era ilegal, mas quando a policia pegava, dava umas borrachadas com cassetetes ou levavam o material ilegal, mas não me lembro de maus tratos ou alguém ser preso por isso. Ao contrário, era motivo pra contar lendas avantajadas para os amigos.
    Depois da época de exército, onde perderam meu primeiro título de eleitor, que ficou preso, porque não podíamos votar. Não sei até hoje porque não pude votar quando estava no exército (e hoje que posso não o faço).
    O tempo mudou de repente. Os militares saíram do poder. Os partidos ilegais comunistas puderam se legalizar. Para minha decepção, houve uma grande dissidência e uma proliferação de partidos, onde cada um queria um socialismo diferente do outro e do antigo. O PT surgiu na mesma época. Com ideias um pouco radicais no inicio, acabaram aprendendo a malícia política, e depois de uma derrota um tanto estranha, Lula consegue se eleger. Daí, todo mundo sabe no que deu.
    Minha decepção com o comunismo fez com que eu abrisse o olho em relação aos políticos, ou, à política. Comecei então, perceber que a política internacional ditava as regras do jogo. Não havia comunismo ou socialismo, ou, direita e esquerda no país. Havia uma massa partidos pseudo sociais aprovando leis e ideias em plenário e congresso, que beneficiavam a entrada de investimentos estrangeiros em troca de favores e benefícios de alguns poucos.
    Na realidade, esta ideia não é colocada em prática apenas no Brasil. São todos os países que já foram colônias e que continuam alimentando os investimentos de grandes empresas e grandes instituições financeiras. A globalização é uma janela virtual, onde as riquezas são transformadas em papel, em valores de bolsas, em países que detêm o patrimônio empresarial e tecnológico e que vendem este patrimônio aos países pobres e explorados colonialmente, lhes entregando suas riquezas em troca destas mesmas riquezas, já industrializadas. Na prática, a independência das colônias foi uma jogada comercial e industrial. Continuam adquirindo a matéria prima das ex colônias e ainda vendem e implantam suas marcas com o material das colônias, para as colônias.
    Na realidade, como se diz na linguagem do comércio, esta é uma transação ganha-perde. Onde o que perde seus recursos paga para tê-los de volta com toda a tecnologia que foi adicionada, que disseram que era bom, e que os países colônias não têm acesso.
    A dependência das colônias é tão grande que os países que tentaram ou tentam se auto sustentar, afundam como um Titanic desgovernado. A herança colonial é tão grande que existem países, como o Brasil, que nunca deixaram de ser colônia. No caso do Brasil, desde 1500, passou pelo pseudo império, pela proclamação da república, pela mudança de Estados Unidos do Brasil para República Federativa do Brasil, pelas ditaduras de Getúlio Vargas e dos militares, pelos pseudo socialistas, e continua, esperando um futuro promissor. Mas não passa de uma colônia sendo dizimada de todos seus recursos e riquezas.

Continua...
 

quarta-feira, 29 de junho de 2016

CRÔNICA DE CRONOS - A ESCRAVIDÃO INVISÍVEL



CRÔNICA DE CRONOS – A ESCRAVIDÃO INVISÍVEL

    “Cedo e transfiro meu direito de governar a mim mesmo a este homem, ou a esta assembleia de homens, com a condição de que transfiras a ele teu direito, autorizando de maneira semelhante todas as suas ações. Feito isso, a multidão assim unida numa só pessoa se chama Estado, em latim Civitas.
    Esta é a geração daquele enorme Leviatã, ou antes – com toda reverência – daquele deus mortal, ao qual devemos, abaixo do Deus imortal, nossa paz e defesa”.
                                                                     (Thomas Hobbes – Leviatã)
    Me lembrei de um trecho bíblico, no qual, o povo judeu, com inveja ou com alguma outra finalidade, pedem para que seja eleito um rei. Após grande insistência, o rei é instituído. À partir de então, inicia uma sucessão de guerras e de reis que culminam na dispersão do povo judaico por todo o mundo.
    Falta de aviso não foi. O povo pediu, mesmo quando Samuel enunciou os vários males que isso acarretaria:
    “Sabei, principalmente, que os vossos reis tomarão os vossos filhos para empregá-los em toda espécie de trabalho: uns para a guerra, como simples soldados ou oficiais; outros em sua corte, para servi-los em todas as coisas; outros para trabalhar em diversos ofícios; outros para cultivar a terra, como se fossem escravos comprados a peso de ouro. Tomarão também vossas filhas para empregá-las em diversos trabalhos, como empregadas, as quais, o medo do castigo obrigará a trabalhar. Tomarão as vossas propriedades e os vossos rebanhos para dá-los aos seus eunucos e outros domésticos. Enfim, vós e vossos filhos estareis sujeitos não somente a um rei, mas também aos seus servidores.
    Então vos lembrareis da predição que hoje vos faço e tocados pelo arrependimento de vossa falta, implorareis, na tristeza de vosso coração, o auxílio de Deus, para vos libertar de tão rude sujeição. Mas ele não ouvirá as vossas orações e vos deixará sofrer o castigo que a vossa imprudência e ingratidão mereceram.”
    Como foi que o ser humano chegou à conclusão que é necessário um governo para comandar a vida, decidindo sua sorte, suas leis, suas fronteiras, suas crenças e origens?
    Porque devemos eleger alguém ou algo para nos governar, ou criar leis, que muitas vezes não é o que a multidão quer. Sabemos que todo governo é passível de corrupção, assim como, podem existir pessoas boas ou más. E que todo poder gera certa soberba e mitomania. Acabamos criando o que Thomas Hobbes designa como o monstro Leviatã, o deus mortal, ao qual, todos se alienam e dizem: Amém.
    Talvez nesse mundo novo que a humanidade busca, o ideal era uma consciência anárquica, na qual, cada um tem o direito de ser livre em sua forma de viver e construir o mundo. Ter a liberdade de ir e vir, comprar ou vender, criar ou destruir, ser bom ou ruim.
    Alguns dirão, há a necessidade de leis. As leis existem e acima delas já existe, para alguns, a liberdade de construir o mundo de outra forma, onde impera o ideal anárquico, além das fronteiras, além da economia e do comércio, além do que se pode criar ou destruir, além do que é bom ou ruim.
    Mas para estes viverem além das leis pregadas aos escravos delas, devem ser idolatrados, endeusados como os possuidores das soluções. Mas as soluções favorecem apenas aos que estão acima das velhas leis empoeiradas que dizem que você deve nascer, crescer, aprender as mentiras da história, as divisões da geografia, os cálculos aproximadamente exatos, e milhares de coisas que disseram para você e para seus antepassados, serem verdades. Inventam deuses, demônios, heróis, traidores, filósofos e céticos. Todos fazendo parte da grande máquina chamada Estado. Onde, seus passos são marcados e observados, e você é apenas um número. Um número na maternidade, no registro de nascimento, no registro geral como cidadão de algum lugar, na chamada da escola, no registro de salário, seja empregado ou autônomo, no registro de casamento, de pai ou mãe, de aposentado, e por fim, um número estará em sua lápide.
    Mas não acaba aí. Mesmo depois da morte, o governo quer comandar o que você deixou. Então, vemos um livro de 1651, de Thomas Hobbes, que morreu em 1679, se tornar patrimônio da humanidade. O pensamento do autor já não é dele, é de algo que passa a governar este pensamento. Lembrando, que muitos livros ou ideias são proibidas em alguns lugares.
    E novamente criam guerras e governos por causa das diferentes ideias, prevalecendo sempre a vontade de alguns, enquanto que a maioria serve apenas como combustível e alimento deste grande Leviatã.

Elder Prior.

domingo, 26 de junho de 2016

BATRAQUICÍDIO




BATRAQUICÍDIO

Rastejando nas entranhas das poeiras deixadas,
Ontem as marcas sulcaram areias abrasadas,
Batráquios secos pela cega sede de vida,
Alimentam os seres que se alimentam da morte,
Ouvindo o lamento daquele que não foi tão forte,
Esquecido entre o vento e as areias do deserto.


Elder Prior.

MOTO PERPETUO - O PALHAÇO


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O PALHAÇO

Ah! Velha cruz feita de cal nos sepulcros calados,
Onde a vertical une a horizontal em quatro lados,
Belas quadraturas em círculos, dos ciclos, um circo central,
Agitando bandeirolas ao palhaço, atração principal,
Ourives da alegria, da saudade, da felicidade,
Harpias solares, no coração de qualquer idade.


Elder Prior.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

MOTO PERPETUO - O EQUILIBRISTA

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O EQUILIBRISTA

Na corda bamba, o equilibrista balanceia seus pecados,
Onde, num simples passo, se vai da penúria à castelos almofadados,
Batendo o corpo entre as correntes do vento gelado,
Ativando a curiosidade de saber o que existe ao seu lado,
O acaso se funde, ao fundo, com o ocaso da linha da vida,
Hoje é o dia que o mundo abre o portão de saída.

Elder Prior.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

CRÔNICA DE CRONOS - ANNUIT COEPTIS



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Crônica de Cronos - Annuit Coeptis

O ano do tempo começou, nova era,
Novo mundo surge, uma nova religião,
O segredo do abismo nas mãos falsas,
O oculto vem pra luz em vozes telêmicas,
A lei é a vontade de criar um inocente,
Entre os Estados e estadistas, mais um coitado,
Rangendo os dentes podres, roendo os ossos cruzados,
Pirataria escondida atrás de bandeiras sujas,
Patrocínio dos papéis, moedas, das faces dos reis,
A coroa não vale se não houver um ventríloco,
Hasteando as rédeas do pinóquio sincero,
Aquele que mente porque não sabe da história,
Se perde entre os rótulos rutilantes, dos illuminatis.


Elder Prior.

CRÔNICA DE CRONOS - NOVUS ORDO SECLORUM

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Crônica de Cronos - Novus Ordo Seclorum

Uma luz embaixo do oceano,
Uma estrela se escondendo no céu,
Seres de outros planetas desenhando nos campos,
Seres daqui, apagando vestígios do passado,
Selos e símbolos, jogos lúdicos, guerras,
Fronteiras de territórios, de ciências, religiões,
Aglutinam-se nas cercas e continuam criando nações,
O tempo massacra a ganância dourada,
A pirâmide caolha não enxerga a besta,
Navegações fora da consciência esquecida,
Num futuro marcado por ideias antagônicas,
Yin e Yang de mãos dadas buscando o Tao,
Na visão apocalíptica dos temerosos santos,
Apóstolos de uma nova era antes do fim,
E qual é o fim de tudo o que vive a humanidade?
Senão sentar na beira da estrada e esperar?
Esperar a hora do seu momento chegar,
Pois a chegada de um fim está em todo lugar.

Elder Prior.

domingo, 31 de janeiro de 2016

CRÔNICA DE CRONOS - O IMBECIL COLETIVO





CRÔNICA DE  CRONOS - O IMBECIL COLETIVO

   O título não é meu. É do meu conterrâneo, Olavo de Carvalho. Autor amado por alguns, odiado por outros. Mas ultimamente me sinto mais um imbecil no meio da coletividade de imbecis conformados. Diante da esbórnia que assola o país e da falta de seriedade que o brasileiro leva sua vida.
   A maioria quer apenas festa e se diverte com a situação em que vive. Enquanto a governabilidade (?!?!?!) do país parece que já percebeu a imbecilidade. Neste país, até protesto é bonitinho. Cheio de bandeirinhas, camisetas da seleção do 7X0, maquiagem no rosto, galã de novela, imitação mal arquitetada dos panelaços argentinos, camisa do seu partido preferido e...festa, muita festa...num protesto dominical.
   Claro. Para não perder o dia de serviço.
   Mais claro ainda que muitos se acharão os grandes heróis no meio da imbecilidade e pegará a sua “selfie” mais bonita do fundo da gaveta, para dizer: Eu fui...
   E houve protestos dos mais variados, assim como os preços e aumentos pós protestos. Ou seja, protesto de nada para lugar nenhum. Juram que vão conseguir o Impeachment (até aqui temos que importar) e mudar o país. Tira o Presidente e tá tudo resolvido para a imbecilidade coletiva. Enquanto não percebem a enorme colônia em que vivem. Colônia que se atém ao que é exigido pelas empresas estrangeiras que aqui aplicam seu dinheiro e que te usam como combustível de suas fornalhas de fazer imbecis.
   Um país que não incentiva em nada seus cidadãos, não auxilia nem no futuro do país, onde as crianças são cada vez mais, deixadas de lado, sem educação, sem seus direitos universais (?!?!?!? Este sim, é uma piada de mal gosto). Alimentadas por ideias claramente escravizantes.
   A imbecilidade criada no berço para o escravo de amanhã. Que se mata para pagar as riquezas desviadas deste país paraíso. Um desvio colonial que não terá futuro. O imbecil coletivo é tão grande que invadiu sua casa, através da TV, que vive de atração. Atração quer dizer, algo ou alguém que atrai. Neste caso, olhe o que existe de atração na TV para dizer o tipo de pessoa  que assiste. Audiência em picos colossais de imbecilidade. Assim, se faz um país medíocre, pobre sendo rico, levado por seu pŕoprio povo, os que governam, à estagnação de tudo o que é bom.
   Pra quê ser bom? Pra quê educação? Pra quê ser sério? Melhor se divertir, gastar o que não tem. Se não tem rouba. É normal. Todos roubam. Até os governantes. Porque não eu?
   Então, chegam as eleições. Ah...as eleições. Não existe maior sinal de cidadania ao imbecil coletivo, que votar. Naquele político que nunca fez nada na vida. Fez sua carreira política (Política agora é uma carreira muito cobiçada. É o ladrão que tem direitos federais. Não vai preso. Se for, fica doente por alguma coisa, sei lá, Chikungunya...e sai livre). Mesmo que nunca fez nada pela política do país. Ele tem o nome artístico. Sem contar que partido político no Brasil parece time de futebol ou escola de samba. O imbecil coletivo adora bandeirinha, camiseta e mostrar que é de tal ou qual partido político. E ai...se você falar mal!
   É tão, mais tão parecido com futebol, que tem até segundo turno. É como se, seu time fosse um pequeno clube do fim do mundo no primeiro turno e que perdeu, sem chances, para os membros do G13.  Não tem problema. Você pode torcer pro Flamengo ou Corinthians. Mas só tem um detalhe. É obrigatória a sua presença no estadio, comer pipoca, e beber cerveja da mulher mais pelada que tiver. Mesmo que seu time perca todos os jogos.
   Assim é o voto obrigatório. O  voto de cabresto eletrônico do país democrático. A democracia da imbecilidade escrava. E toda vez que você coloca o dedo na urna ela faz um barulho parecido com os jogos do Sílvio Santos. Um som que indica que tem dinheiro na parada. Só que na urna é o seu dinheiro que tá dizendo adeus. Dinheiro que o imbecil coletivo paga para ser criado um sistema obrigatório eletrônico passível de fraudes, no país dos corruptos.
   Só espero que a quantidade de fogos gasto no fim de ano tenha acordado aquele gigante do hino. Que do berço esplêndido e confortável, ouça mais que os sons suaves do paraíso. Que ouça o lamento deste Imbecil. E que diante da imbecilidade, a pátria amada idolatrada, se salve.

Elder Prior.             

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O PROGRAMA


O PROGRAMA

Te fazem nascer, te dão um nome, um número, um karma,
Te alimentam, te carregam, sua mente se transforma em arma,
Te programam para ser feliz, ouvindo histórias, mentiras, escondidas,
Te educam para servir, ser escravo, vontades reprimidas.

O pecado está te seguindo em sua crença aterrorizante,
As leis podem te salvar de sua prisão delirante,
Não pense, não veja, não escute, o que existe lá fora,
Todos os santos esquecidos foram embora.

A rebeldia do jovem vê que algo está errado,
Que o conto é muito feliz, mas o principe não é encantado,
Apenas sapos coaxam e querem você e seu suor,
O mundo é este, cheio de cercas ao seu redor.

Te juram que o amor e a família te tornarão feliz,
E você passa mais horas longe do que sempre quis,
O tempo malvado acelera na felicidade e demora no tédio,
Te dizem que não és pobre, nem rico, és um cidadão médio.

Te dão o domingo para sua religião preferida,
Um padre ou sacerdote que afaga sua ferida,
Mas a rotina te espera do lado de fora,
Até o momento em que terminar sua hora.

O programa será formatado para nova versão,
O disco rígido se deteriora pela corrosão,
Sua memória é ultrapassada e não serve mais,
Querem uma máquina nova, você já não satisfaz.

Elder Manoel Dos Santos Prior