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domingo, 31 de janeiro de 2016

CRÔNICA DE CRONOS - O IMBECIL COLETIVO





CRÔNICA DE  CRONOS - O IMBECIL COLETIVO

   O título não é meu. É do meu conterrâneo, Olavo de Carvalho. Autor amado por alguns, odiado por outros. Mas ultimamente me sinto mais um imbecil no meio da coletividade de imbecis conformados. Diante da esbórnia que assola o país e da falta de seriedade que o brasileiro leva sua vida.
   A maioria quer apenas festa e se diverte com a situação em que vive. Enquanto a governabilidade (?!?!?!) do país parece que já percebeu a imbecilidade. Neste país, até protesto é bonitinho. Cheio de bandeirinhas, camisetas da seleção do 7X0, maquiagem no rosto, galã de novela, imitação mal arquitetada dos panelaços argentinos, camisa do seu partido preferido e...festa, muita festa...num protesto dominical.
   Claro. Para não perder o dia de serviço.
   Mais claro ainda que muitos se acharão os grandes heróis no meio da imbecilidade e pegará a sua “selfie” mais bonita do fundo da gaveta, para dizer: Eu fui...
   E houve protestos dos mais variados, assim como os preços e aumentos pós protestos. Ou seja, protesto de nada para lugar nenhum. Juram que vão conseguir o Impeachment (até aqui temos que importar) e mudar o país. Tira o Presidente e tá tudo resolvido para a imbecilidade coletiva. Enquanto não percebem a enorme colônia em que vivem. Colônia que se atém ao que é exigido pelas empresas estrangeiras que aqui aplicam seu dinheiro e que te usam como combustível de suas fornalhas de fazer imbecis.
   Um país que não incentiva em nada seus cidadãos, não auxilia nem no futuro do país, onde as crianças são cada vez mais, deixadas de lado, sem educação, sem seus direitos universais (?!?!?!? Este sim, é uma piada de mal gosto). Alimentadas por ideias claramente escravizantes.
   A imbecilidade criada no berço para o escravo de amanhã. Que se mata para pagar as riquezas desviadas deste país paraíso. Um desvio colonial que não terá futuro. O imbecil coletivo é tão grande que invadiu sua casa, através da TV, que vive de atração. Atração quer dizer, algo ou alguém que atrai. Neste caso, olhe o que existe de atração na TV para dizer o tipo de pessoa  que assiste. Audiência em picos colossais de imbecilidade. Assim, se faz um país medíocre, pobre sendo rico, levado por seu pŕoprio povo, os que governam, à estagnação de tudo o que é bom.
   Pra quê ser bom? Pra quê educação? Pra quê ser sério? Melhor se divertir, gastar o que não tem. Se não tem rouba. É normal. Todos roubam. Até os governantes. Porque não eu?
   Então, chegam as eleições. Ah...as eleições. Não existe maior sinal de cidadania ao imbecil coletivo, que votar. Naquele político que nunca fez nada na vida. Fez sua carreira política (Política agora é uma carreira muito cobiçada. É o ladrão que tem direitos federais. Não vai preso. Se for, fica doente por alguma coisa, sei lá, Chikungunya...e sai livre). Mesmo que nunca fez nada pela política do país. Ele tem o nome artístico. Sem contar que partido político no Brasil parece time de futebol ou escola de samba. O imbecil coletivo adora bandeirinha, camiseta e mostrar que é de tal ou qual partido político. E ai...se você falar mal!
   É tão, mais tão parecido com futebol, que tem até segundo turno. É como se, seu time fosse um pequeno clube do fim do mundo no primeiro turno e que perdeu, sem chances, para os membros do G13.  Não tem problema. Você pode torcer pro Flamengo ou Corinthians. Mas só tem um detalhe. É obrigatória a sua presença no estadio, comer pipoca, e beber cerveja da mulher mais pelada que tiver. Mesmo que seu time perca todos os jogos.
   Assim é o voto obrigatório. O  voto de cabresto eletrônico do país democrático. A democracia da imbecilidade escrava. E toda vez que você coloca o dedo na urna ela faz um barulho parecido com os jogos do Sílvio Santos. Um som que indica que tem dinheiro na parada. Só que na urna é o seu dinheiro que tá dizendo adeus. Dinheiro que o imbecil coletivo paga para ser criado um sistema obrigatório eletrônico passível de fraudes, no país dos corruptos.
   Só espero que a quantidade de fogos gasto no fim de ano tenha acordado aquele gigante do hino. Que do berço esplêndido e confortável, ouça mais que os sons suaves do paraíso. Que ouça o lamento deste Imbecil. E que diante da imbecilidade, a pátria amada idolatrada, se salve.

Elder Prior.             

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O PROGRAMA


O PROGRAMA

Te fazem nascer, te dão um nome, um número, um karma,
Te alimentam, te carregam, sua mente se transforma em arma,
Te programam para ser feliz, ouvindo histórias, mentiras, escondidas,
Te educam para servir, ser escravo, vontades reprimidas.

O pecado está te seguindo em sua crença aterrorizante,
As leis podem te salvar de sua prisão delirante,
Não pense, não veja, não escute, o que existe lá fora,
Todos os santos esquecidos foram embora.

A rebeldia do jovem vê que algo está errado,
Que o conto é muito feliz, mas o principe não é encantado,
Apenas sapos coaxam e querem você e seu suor,
O mundo é este, cheio de cercas ao seu redor.

Te juram que o amor e a família te tornarão feliz,
E você passa mais horas longe do que sempre quis,
O tempo malvado acelera na felicidade e demora no tédio,
Te dizem que não és pobre, nem rico, és um cidadão médio.

Te dão o domingo para sua religião preferida,
Um padre ou sacerdote que afaga sua ferida,
Mas a rotina te espera do lado de fora,
Até o momento em que terminar sua hora.

O programa será formatado para nova versão,
O disco rígido se deteriora pela corrosão,
Sua memória é ultrapassada e não serve mais,
Querem uma máquina nova, você já não satisfaz.

Elder Manoel Dos Santos Prior